15 fevereiro 2006

PS PROMOVE DEBATE SOBRE ACESSIBILIDADE À TELEVISÃO

PÚBLICO

MÉDIA

15/2/2006


O Grupo Parlamentar do Partido Socialista promoveu ontem,na Assembleia da República,uma audição pública sobre o acesso de pessoas com necessidades especiais às emissões de televisão em Portugal.A discussão foi aberta a associações representativas das pessoas com necessidades especiais,investigadores,legisladores,operadores televisivos e ao cidadão comum.
A entrada em funcionamento de uma nova entidade reguladora para a comunicação social,a proximidade da elaboração da nova lei da televisão e a iminente introdução da televisão digital terrestre foram as principais mudanças apontadas pelos intervenientes para justificar a urgência de um debate sobre acessibilidade. "O nosso propósito é que a troca de opiniões continue,para que a futura legislação para a televisão não contenha as insuficiências da passada2,explicou o deputado Arons de Carvalho.
O que está em discussão são as alternativas que as televisões oferecem para que os deficientes auditivos e visuais possam acompanhar as emissões televisivas. "O número oficial de pessoas deficientes residentes no país é de 636.059 habitantes,mas para mim existem mais", disse Josélia Neves,investigadora.
O direito à informação está consagrado na Constituição portuguesa,e a tradução em línguagestual portuguesa(LGP),legendagem em teletexto e a audiodescrição(descrição das imagens) foram algumas das soluções apresentadas para responder ao problema. No entanto,não surgiu consenso quanto à solução mais adequada ou viável. "Enquanto não é possível tecnologicamente ter mais do que um tipo de legendagem,a ideia é encontrar um meio-termo que seja suficientemente justo para todos",esclareceu Josélia Neves.
As associações presentes disseram que as janelas com os intépretes gestuais são muito pequenas,que há poucos programas com essas janelas ou com legendagem e que o sistema de audiodescrição é praticamente inexistente,mas a RTP,único canal presente na audição,garante que vai continuar os esforços no sentido de melhorar esse sector.
"Muitas vezes ficamos fechados numa torre de marfim",admitiu Nuno Santos,director de prgramas da RTP.Ficou o repto: por que não arranjar novas soluções,como por exemplo,sentar o intérprete ao lado do pivot. Nuno Santos aceitou as sugestões,mas primeiro tem de haver acordo com SIC e TVI.
"Nestas questões não deve haver polémica. O consenso é determinante",disse.

Catarina Homem Marques
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